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Conheça Jacobina

  • Publicado: Domingo, 19 de Março de 2017, 20h44
  • Última atualização em Domingo, 19 de Março de 2017, 20h44

 

HISTÓRIA

Em princípios do século XVII, a corrida de bandeirantes e portugueses às minas de ouro descobertas em terras do atual município (ao que se sabe, por Roberto Dias) foi à origem da corrente inicial do devassamento e povoação de Jacobina. A notícia de exploração de minérios fluir ao lugar numerosos contingentes humanos, vindo de recantos longínquos, para aí se aglomerarem, sedentos de ouro fácil. Um dos primeiros a chegar foi Belchior Dias Moreia. Depois dele, por volta de 1652, quando a mineração já ocupava 700 bateias, ali chegou Antônio de Brito Correia e depois os Guedes de Brito, estes acompanhados de muitos colonos e escravos.

Iniciaram-se, também, por essa época, as atividades suplementares de criação de gado e de culturas agrícolas essenciais. À proporção que novas levas de braço chegavam para o garimpo, o arruado a margem do Itapicuru Mirim ia crescendo rapidamente, reunindo população inicial bastante densa e heterogênea.

A exploração aurífera prosseguia fora do controle oficial e em escala tão crescente que o governo da metrópole, para melhor garantir a arrecadação do seu dízimo, por Provisão do Conselho Ultramarino de 13 de maio de 1726, determinou que o Governador da Província criasse duas casas de fundição, sendo que uma devia instalar-se em Jacobina em 5 de janeiro de 1727 e outra em Rio de Contas. O resultado foi surpreendente e auspicioso, arrecadando-se, na mina de Jacobina, em apenas dois anos, cerca de 3.841 libras de ouro, não obstante a difícil fiscalização sobre atividade de tal natureza.

Entrementes o progresso opulento que emanava das minas adquiria forma e a Coroa promoveu o barulhento arraial à categoria de vila mediante Carta Régia de D. João V, datada de 5 de agosto de 1720. Com o nome de Vila Santo Antônio de Jacobina a nova povoação integrava as freguesias de Santo Antônio de Pambu e Santo Antônio do Urubu. O lugar escolhido para ser sede foi a chamada Missão de Nossa Senhora das Neves do Say, aldeia indígena fundada por padres franciscanos em 1697. A instalação deu-se em 2 de junho de 1722, em solenidade presidida pelo coronel Pedro Barbosa Leal, na qualidade de representante do Vice-Rei e do Governador da Província, Vasco Fernandes César. Por estar situada em lugar distante das minas, a sede da vila foi mudada, em 15 de fevereiro de 1724, da Missão do Say (atualmente pertencente ao município de Senhor do Bonfim) para a Missão do Bom Jesus da Glória, outra aldeia de índios, fundada em 1706 também por missionários franciscanos, que tentaram promover a catequese dos paiaiás. Nesse local, edificaram-se a Igreja e o Convento de Bom Jesus da Glória.

A vila de Jacobina estendia-se por cerca de 300 léguas, em terras de propriedade da Casa da Ponte, dos Guedes de Brito, abrangendo desde o Rio de Contas e indo até os limites de Sergipe, incluindo a Cachoeira de Paulo Afonso. As terras onde se encontra atualmente a cidade pertenceram a Antônio Guedes de Brito, Antônio da Silva Pimentel, João Peixoto Veigas e Romão Gramacho Falcão. Em 1837, pela Lei Provincial n.49, de 15 de março, o território do munícipio foi acrescido das terras de Mundo Novo, atribuindo-se a José Carlos da Mota o seu primeiro contato com elas.

A partir de 1848, a notícia da descoberta de diamantes na Chapada Diamantina, determinou o êxodo de grande número de mineiros, sempre ávidos por novas aventuras. Seguiu-se então prolongada fase de paradeiro, que provocou o declínio das atividades locais, causa da demora para a elevação da vila à categoria de cidade, o que só ocorreu em 1880, pela Lei Provincial 2.049, de 28 de julho, valendo-lhe o título de Agrícola Cidade de Santo Antônio de Jacobina. Sua instalação ocorreu a 11 de janeiro de 1893, no governo de Joaquim Manoel Rodrigues Lima.

O primeiro prefeito de Jacobina, Antônio Manoel Alves de Mesquita, tomou posse em 1893. Foi procedido na chefia do executivo, por junta de cinco membros nomeados pelo Governador, que administrou o município durante o período 1890/92.

Finamente, como fato histórico importante, sobressai-se a atitude da Câmara Municipal, que, reunida extraordinariamente em 21 de outubro de 1822, prestou solidariedade e fidelidade ao Príncipe Regente, por ocasião da Proclamação da Independência.

Caracterização Geral do Município: CEP: 447000-000 DDD: 74 Voltagem: 220 Distância da Capital: 330 km Rodovias de Acesso: BA-131, BA-368, BA-373 e BR-324 População Total: 76.492 (IBGE) Superfície: 2.042km2 Distritos: Junco, Itaitu, Itapeipu, Lages do Batata e Caatinga do Moura. Temperatura Média: 23.0C Características Econômicas: Agricultura (Produção expressiva de batata doce). Na pecuária, destacam-se os rebanhos de bovinos, suínos, eqüinos, asininos, muares, ovinos e caprinos.

Formação administrativa;

O distrito de Jacobina foi criado em 1720 e o Município a 24 de junho de 1722. A criação da freguesia somente se verificou em 1752. A sede municipal foi elevada à categoria de cidade pela Lei provincial n.º 2.049, de 28 de julho de 1880, com o título de "Agrícola Cidade de Santo Antônio de Jacobina".

O Município é composto de 4 (quatro) distritos e 22 (vinte e dois) povoados:

Distritos: Caatinga do Moura, Itaitu, Itapeipu, Novo Paraíso, Lages do Batata, Cachoeira Grande e Junco.

Povoados: Baixa do Poço, Barrocão de Cima, Cafelândia, Canavieira de Fora, Coxo de Dentro, Genipapo de Cafelândia, Genipapo de Olhos D´Água dos Góis, Guariba, Itapicuru, Lages do Batata, Malhadinha, Palmeirinha, Pau Ferro, Pé de Serra, Pedra Branca, Pontilhão, Roçadinho, Saracura, Valois, Velame e Várzea da Lage;

Emanciparam-se de Jacobina: Várzea Nova (1985), Capim Grosso (1985), Ourolândia (1989) e São José do Jacuípe (1989).

ECOTURISMO LOCAL

A região é favorecida por Serras, canyons, desfiladeiros, cachoeiras e lagos é um verdadeiro encanto para os fãs do turismo ecológico. São inúmeras serras e morros dentre os quais pode se destacar Serra do Tombador, Monte Tabor, Morro dos Ventos Uivantes, Pico do Jaraguá e entre outros. Para as cachoeiras existem dezenas de quedas dentre algumas pode-se destacar a do Aníbal, Alves,  Pirâmide,Véu de Noivas, Andorinhas, Caldeirão, Amores, Esplendor do Sol, Viúva e Paulista são as mais procuradas dentre as mais de 45 quedas d’água que estão reunidas no Parque das Cachoeiras que foi criado pela Bahiatursa em parceria com a Prefeitura Municipal e na Estância Ecológica Bandeirantes. É um verdadeiro encanto para os olhos e para as atividades físicas, visto que, é ideal para trilhas de mountain bike, trekking, rapel, banhos, acampamentos e muito mais. Existe na localidade de Itaitú a mais alta queda d’água da região, a Cachoeira Véu de Noiva, com 60m de muita adrenalina que desemboca em um poço ótimo para mergulhos. Tendo outra mais próxima com cerca de 6 km da cidade e a Viúva tem uma queda de 20m, encravada em imponentes paredões e tem muito mais.

CULTURA E LAZER

A cidade tem muitos festejos municipais e dentre os quais destaca-se a Marujada que tem mais de centenas de anos. Têm também o grupo dos Capetinhas que geralmente saem na Micareta, a Caminhada da Luz que é na Semana Santa onde romarias de fiéis sobem o Morro do Cruzeiro sendo um ato de fé cristã, São Pedro da Jacobina II, Balaio Cultural em Itaitú, o grupo de pífano de Pau-Ferro, Filarmônica de 2 de Janeiro e Filarmônica Rio do Ouro de Jacobina e entre outros.

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